Eu não queria ter que ver pessoas partirem. Não. Eu não gosto de chorar em público, mas minhas lágrimas parecem nunca me obedecer, me fazem parecer tão boba. Nessas horas em que a vida nos toma alguém é que me revoltam os sentidos, e fico fora de mim. Eu não me importo se me olham descer a rua correndo aos prantos, é meu momento de loucura. E os loucos por tudo conhecer procuram por não querer saber de certas coisas, com nada se importam além de suas próprias loucuras. E nem me venham com braços estendidos, esse é meu momento de solidão. E ele se faz um bem necessário. Eu perdi, perdi quem amo, e embora o sentimento perdure a falta lateja em cada célula do meu corpo, e assim será até que se acostume. Até que ela se socialize, a dor. Eu não quero perder mais ninguém. Eu perdi pra vida, uma vida que mesmo sem querer não me inclui. Não sei brincar de distância, falta de tempo ou descompromisso. De fato, sou uma viciada em pessoa, sentimentos e vivência. Por Deus, tão injusta essa dependência. Onde está Freud agora? Espaço, eu preciso de espaço. Quero uma loucura solitária.
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