não sei o que fazer, sinto-me deliberadamente incapaz de te levar consolo. não sei quais palavras pronunciar, nem ao menos se devo fazer-las. meus braços tornaram-se pequenos e frageis demais para de acolher, embora eu saiba que essa deveria ser a unica atitude minha nesta hora. olho pra você e sinto medo, desse seu sofrimento. não ficaria surpresa se caisse aos prantos bem aqui na sua frente, ficaria decepcionada comigo talvez. é meio, total, egoista de minha parte, mas seria hipocrisia negar que não sofro, e não comparo com seu sofrimento aquilo que está me despedaçado aqui. são coisas diferentes, com intensidades diferentes para cada um de nós. doe-me te ver assim, triste, suportando uma dor que é só sua e ninguém pode lhe aliviar. doe-me essa dor só minha, de querer tirar essa sua dor e fracassar. queria nessa hora ser seu abrigo, mas é como se eu fosse uma cabana no meio da floresta pro andarilho perdido, cercada por um pantano, deixando-o apenas com a visão daquilo que poderia lhe proteger. me culpo por isso, culpo-me por sofrer nessa hora. talvez o único lugar intacto seja meu coração, que ama e anseia por cuidar de você. talvez eu consigua curar essa minha dor com esse amor, e então vou poder de ter aqui nos meus braços, nesse ombro cansado, mas sobretudo moldado ao formato do seu rosto. mas mesmo assim acho que ainda continuarem chorando, por você. por esse sofrimento que nunca foi só seu. eu quero estar mais perto de você!
2 comentários:
seríssimo, ninguém me motiva tanto quanto você. não sabe o quanto sou grata à isso. e eu não gostei muito desse meu último texto, mas mesmo assim postei, rs.
mas quanto ao seu...
acho que uma das piores dores é ver quem gostamos sofrendo. não só por ele(a) estar sofrendo, mas também por não podermos fazer nada. essa impotência, creio eu, é o que mais incomoda. adorei, amiga. como sempre :)
um beijo da sua fã s2
Putz, que força de sentimentos! É emocionante...
Abração de duas asas!
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