Muitas vezes sofremos e reclamamos por viver na escuridão. Contrariando, muitas vezes, a luz é tão forte e viva que nos cega. Então buscamos o equilibrio onde a luz não seja forte a ponto de machucar nossos olhos mas que seja suficiente para iluminar o caminho. Andando por esse mundo a luz nos costuma faltar e quando a escuridão cai e não nos permite enxergar, é apenas para nos lembrar que ainda não é a hora de parar, ou que devemos voltar.
Contudo, a escuridão se faz precisa para que saibamos valorizar o sorrir, o ouvir e dos sentimentos falar. A escuridão por vezes comporta-se como a luz que vem nos mostrar que andamos por caminhos errados , que não enxergamos porque estamos de olhos fechados. Sobre tudo, a luz um dia chega, ela sempre chega. Traz consigo a felicidade como certeza. Porto seguro. Vem em forma de amor, em um ombro amigo, na força do sorriso, no perfume da flor, no bater de asas do beija-flor. É natural! Ela vem. E passamos a enxergar muito além do que se vê. Quem um dia sofreu com a solidão, sabe como é importante a presenca do feixe de luz, do clarão. Porém, há aqueles que fazem dela, a solidão, companheira. Buscam na escuridão avivar a audição, a percepção dos sentidos, enxergam o que não consegue ver quando estamos na luz, pois são tantas as coisas que vemos que acabamos por reparar apenas naquilo que nos agrada, e esquecemos de tantos outros detalhes.
Admirando a contradição, vamos vivenciando emocoes, no clarão ou na escuridão, vamos vivemo.



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